Na hora de pedir votos a grande maioria dos políticos usaram a “Mulher” como propaganda política.
Na eleição desse ano ouvimos muitos políticos alegando que são contra o feminicídio, que a saúde feminina vai melhorar e que haverá uma equiparação profissional entre homens e mulheres.
Enfim, a mulher apareceu nos palanques, nas propagandas, nas fotografias, nas promessas.
Foi lembrada como mãe trabalhadora, cuidadora, empreendedora e protagonista de uma sociedade que não existiria sem ela.
Mas é preciso fazer. Uma pergunta incômoda: Depois que assumirem seus cargos em janeiro de 2027, a mulher continuará sendo prioridade?
Não é possível aceitar que as nossas dores sejam lembradas apenas quando interessam às urnas.
Não é possível aceitar que nossa imagem seja utilizada como instrumento de campanha, enquanto nossas necessidades permanecem aguardando respostas.
Somos 52,8% do Eleitorado Brasileiro, mas ocupamos apenas 17,2% das cadeiras da Câmara de Deputados e 18,5% do Senado.
Os dados divulgados pela ONU Mulheres em setembro de 2026 revelam uma contradição que precisa ser enfrentada: somos a maioria do eleitorado e a minoria onde as decisões são tomadas.
Não se trata apenas de ocupar cadeiras. Trata-se de transformar a realidade de milhões de brasileiras. E não se trata em dizer que a mulher precisa ocupar seu espaço. É necessário criar condições para que ela possa ocupa-lo.
O voto feminino precisa valer mais do que um discurso.
Para tanto, uma proposta séria, precisa dizer o que será feito, como será feito, quem será o responsável, como será financiada e quais resultados serão acompanhados e medidos.
E principalmente: como podemos acompanhar e fiscalizar o cumprimento dessas promessas.
Não precisamos mais de discursos que nos coloque em um pedestal durante a campanha e no esquecimento logo depois.
Precisamos sim, de respeito. Poder caminhar pelas ruas sem medo, trabalhar com dignidade, envelhecer com qualidade de vida e viver nossos relacionamentos sem violência.
Precisamos saber que ao denunciar uma ameaça, encontraremos proteção, e se adoecermos teremos atendimento e que se decidirmos participa de política não seremos silenciadas ou intimidadas.
Então pergunte: Quando os holofotes dessa eleição se apagarem, quem lembrará que a mulher foi sua base de campanha?
A resposta precisa vir em ações!