Receber o diagnóstico de câncer costuma vir acompanhado de dúvidas e receios, especialmente diante da possibilidade de a doença atingir outros órgãos. A metástase ocorre quando células do tumor original se desprendem, entram na circulação sanguínea ou no sistema linfático e chegam a outras regiões do organismo, onde podem se estabelecer e formar novos tumores.
Um tumor é resultado de um crescimento anormal de células. Quando essa multiplicação ocorre de forma desorganizada e apresenta capacidade de invadir tecidos próximos ou se disseminar para outras partes do corpo, trata-se de um tumor maligno, ou câncer.
Como ocorre a disseminação
Nem todas as células que se desprendem do tumor primário conseguem sobreviver durante o processo de migração. Segundo informações da Mayo Clinic, muitas morrem antes de chegar a outro local do organismo. As que sobrevivem podem se instalar em tecidos ou órgãos distantes e voltar a se multiplicar.
A metástase pode ser identificada já no momento do diagnóstico ou surgir anos depois. Também há casos em que o câncer não se dissemina. A evolução depende de fatores como o tipo e as características do tumor, o estágio em que a doença foi descoberta e a resposta ao tratamento.
Pulmão, fígado, ossos e cérebro
Pulmões, fígado, ossos e cérebro estão entre os locais mais frequentemente atingidos por metástases. A circulação sanguínea tem relação com essa distribuição. Órgãos que recebem grande quantidade de sangue ficam mais expostos à chegada de células tumorais. O fígado, por exemplo, recebe sangue da artéria hepática e da veia porta, o que contribui para sua frequência como local de disseminação de diferentes tipos de câncer.
Metástase não significa ausência de tratamento
A presença de metástase não significa, necessariamente, que não seja possível controlar a doença. De acordo com a Sociedade Americana de Câncer, um câncer metastático é considerado avançado quando não pode ser curado ou controlado pelos tratamentos disponíveis. Entretanto, existem tumores que podem se disseminar e ainda apresentar possibilidade de cura. O câncer de testículo é um exemplo.
A evolução também varia entre os diferentes tipos de câncer. Alguns tumores pequenos podem apresentar comportamento agressivo e se disseminar rapidamente, enquanto outros, mesmo maiores, podem evoluir lentamente e responder bem às terapias.
Tratamentos podem ser combinados
O tratamento do câncer metastático depende do tipo de tumor, dos órgãos atingidos e das características da doença. Podem ser utilizados, isoladamente ou em combinação, quimioterapia, radioterapia, imunoterapia, terapias-alvo e outros medicamentos.
Em determinados casos, o objetivo é controlar a doença por longos períodos, permitindo que o paciente mantenha qualidade de vida. Essa possibilidade é resultado da evolução dos tratamentos oncológicos e do conhecimento sobre os diferentes tipos de câncer. Por isso, a identificação de uma metástase exige avaliação individualizada e não deve ser interpretada, por si só, como uma sentença de morte.