A Europa Ocidental foi o berço da Revolução Industrial, que, quando começou a desenrolar-se no século XVIII, acelerou a tendência à urbanização. Ao longo do tempo, a Europa Ocidental tornou-se não só uma das regiões mais ricas do mundo como também uma das mais densamente povoadas. Populações em crescimento, habilidade técnica, curiosidade e cobiça combinaram-se induzindo seus povos à expansão externa. No início, a motivação era o comércio, depois vieram as conquistas.
Montreaux: cada cidade possui características que as distinguem umas das outras. Assim, uma passagem por Montreaux localizada no lado francês da Suíça, por sua proximidade com a França, exibe sua imagem vertida da Era Medieval. Cidade em paz com o meio ambiente. Fica às margens do belo Lago Lèman e aos pés dos Alpes. Seu Centro Histórico é muito prazeroso, com calçadão de pedestres. Muitos jardins floridos, com bancos, convidam para uma parada e apreciar a beleza em volta. As tulipas coloridas predominam nos jardins. Numa encosta, está o Chateau de Chillon. É muito interessante passar por ele pela relevância da sua história. Olhando, além do Lago, dá para visualizar o famoso e vizinho Mont Blanc, que pertence à França. Montreaux é um belo contato com a arquitetura medieval. Mas, também existe o moderno. Um Festival de Jazz é realizado anualmente, à beira do Lago Lèman. No Centro Histórico há uma imponente estátua reverenciando um filho da terra: Freoblie, vocalista do Grupo Queen.
Lausanne: fica próxima a Montreaux, também no lado francês da Suíça. A estrada que a ela conduz está ladeada de frondosas árvores de folhas vermelhas marcando o outono. A cidade é Sede do Comitê Olímpico Internacional. O seu museu, totalmente informatizado, encontra-se à beira do Lago Lèman em meio a jardins floridos com esculturas. Cidade muito visitada por grande número de turistas. Sua arquitetura lembra a do nordeste da França, da Alsácia Lorena – esta por fazer fronteira com a Alemanha, possui muitos casarões no estilo enxaimel – madeira no concreto. O mesmo estilo acontece em Lausanne.
Equilíbrio entre o velho e o novo em Lausanne: seu Centro Histórico, de ruazinhas estreitas, mostra casarões de estilo medieval muito bem conservados. Neles há lojas e restaurantes de luxo. As casas parecem encostar umas nas outras, da pouca distância. Nos tempos passados, seria possível uma vizinha pedir a outra, da frente, um queijo emprestado, pela janela. Como prédios imponentes está a bela Catedral de século XIII e o Hôtel de Ville – a Prefeitura - em pedra, muito bem cuidadas. O luxo está no famoso Hotel Royal Savoy – com uma construção parecendo um palácio. Branco, de cinco andares com sacadas e varandas. Muito imponente, no alto, em uma torre, tremula ao vento a bandeira da cidade. Restaurantes bem localizados servem pratos da cozinha suíça, como também da internacional.
A gastronomia de Lausanne: pela proximidade das montanhas, sua tradição é alpina: o queijo sempre figurando em foundies ou racletes (queijo derretido com batatas e picles). O seu prato regional são salsichas, de carne de gado, tostadas com fios de alho poró e sobre elas queijo derretido. Sempre é bom lembrar o gostoso pão suíço, saindo do forno: casca crocante por fora e macio por dentro. Que delícia!
Lago Lèman: é o maior lago da Europa Ocidental com 582 metros quadrados. O Lèman está numa altitude de 373 metros, é lago de montanhas. Sua profundidade máxima chega a 310 metros. Está localizado na fronteira da Suíça com a Alemanha. No verão, suas praias, plenas de resorts e ótimas estruturas, são movimentadas, pois o mar encontra-se longe. No inverno, nele são praticados esportes nas suas grossas camadas de gelo que o cobrem. Nas suas águas, passa o importante Rio Ródano que vai desaguar na França. No entorno do Lago Lèman, os paredões, em sacadas, estão repletos de vinhedos que são considerados Patrimônio da Unesco. Suas uvas produzem os famosos vinhos franceses.
Relógios suíços: os suíços aprenderam a arte da relojoaria com os franceses e os refugiados italianos, no século XVI. Os principais centros de fabricação eram Genebra e locais junto à fronteira francesa. Eles eram um luxo caro até 1868, quando Georges Frédéric Rosskopt inventou uma versão simples, porém confiável, que poderia ser produzida em massa e a preço mais baixo. A Suíça tornou-se líder mundial na fabricação de relógios no século seguinte.
Revolução nos relógios: a Suíça sempre foi famosa pela qualidade dos seus relógios. Mas, a introdução dos relógios de quartzo e digitais, na década de 70, pegou os fabricantes suíços de surpresa. Por volta de 1980, Japão e Hong Kong dominavam esse mercado dominando as faixas de preço médio e baixo nas Américas, na Europa e na Ásia. Para os suíços, na época, ficou apenas o mercado de luxo, como o do Rolex. Na década de 80, eles reafirmaram a reputação da Suíça como um dos líderes mundiais na fabricação de relógios.
O relógio cuco: foi obra dos suíços a engenhosidade mecânica. Mas, foi na Alemanha, região da Bavária, que ele prosperou. Então, o Relógio Cuco é uma criação alemã. Hoje, na região do sul da Alemanha, inúmeros fabricantes se esmeram em belas e até grandiosas produções. São exposições de verdadeiras obras de arte. A madeira usada é muito nobre e o movimento deles é preciso, encanta e parte para a genialidade. O Cuco é um pássaro da Região da Floresta Negra, na Alemanha. Nos relógios, o seu canto marca as horas cheias reproduzindo o: Cuco, Cuco ooo ... Viajando pela Bavária, vamos nos encantar com as obras de arte, em madeira, aliadas à mecânica, dos magníficos Relógios Cuco. Estes dominam essa qualidade relojoeira. Seria impossível não trazê-los na bagagem. Para lembranças, lindas miniaturas que encantam principalmente as crianças.