Beber água é essencial para evitar a desidratação e manter o funcionamento adequado do organismo. Além de auxiliar os rins, a hidratação adequada também contribui para o equilíbrio do sistema cardiovascular. Quando há perda excessiva de líquidos, o volume de sangue em circulação diminui, fazendo com que o coração precise trabalhar mais para manter o fluxo sanguíneo.
O que acontece com o organismo
Com menos líquido na circulação, os vasos sanguíneos podem se contrair para preservar a pressão arterial, enquanto a frequência cardíaca aumenta. Em situações mais intensas, essa resposta pode não ser suficiente para garantir o suprimento adequado de sangue a órgãos como cérebro, rins, fígado e sistema digestório.
A desidratação pode provocar batimentos acelerados ou palpitações, cansaço, tontura, sensação de desmaio, alterações na visão, falta de ar e desconforto no peito. Boca e pele secas e urina escura também podem indicar falta de líquidos. Insolação e desmaio são situações de emergência e exigem atendimento médico imediato.
Quem precisa de mais atenção
Bebês, crianças e idosos estão entre os grupos mais suscetíveis. Crianças podem perder líquidos rapidamente em episódios de vômitos, diarreia e febre e, principalmente quando pequenas, nem sempre conseguem comunicar que estão com sede ou buscar água.
Nos idosos, a reserva de líquidos do organismo e a capacidade de retenção de água diminuem, enquanto a percepção da sede pode ser menor. Diabetes, demência e o uso de determinados medicamentos também podem elevar o risco.
Atletas e pessoas que trabalham ao ar livre, especialmente em períodos de calor, precisam ficar atentos à reposição de líquidos. O mesmo vale para quem utiliza medicamentos que aumentam a eliminação de água, como diuréticos, ou determinados medicamentos para controle do peso e do metabolismo. Pessoas com insuficiência cardíaca e outras doenças cardiovasculares também devem seguir as orientações específicas de seus profissionais de saúde.
Quanto beber
A sede é um dos principais sinais de que o organismo precisa de líquidos. Em dias quentes ou durante exercícios prolongados, porém, pode ser necessário começar a beber água antes que a sede apareça. Em atividades de resistência, bebidas com eletrólitos podem ser utilizadas conforme a duração e a intensidade do exercício.
Água é a principal opção para a hidratação cotidiana. Bebidas alcoólicas favorecem a perda de líquidos, enquanto produtos muito açucarados não são a melhor escolha para esse objetivo.
O excesso também exige cuidado. O consumo exagerado de água pode diluir o sódio no sangue e provocar hiponatremia, condição que causa aumento de água nas células e pode ser grave. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), rins saudáveis conseguem filtrar aproximadamente 800 mililitros a 1 litro de água por hora. Ingestões muito superiores a essa capacidade, especialmente cerca de 3 a 4 litros em uma hora, podem aumentar o risco da condição.
A hidratação, portanto, depende de um equilíbrio, pois tanto a falta quanto o excesso de água podem trazer consequências ao organismo.