A união dos municípios do interior do Rio Grande do Sul esteve em pauta durante a 3ª edição do Interioriza Famurs, realizada em Passo Fundo. O evento reuniu líderes municipais e estaduais para debater os principais desafios das prefeituras gaúchas, com destaque para a articulação conjunta entre a Federação das Associações de Municípios do RS (Famurs) e as regionais.
Lideranças presentes no encontro:
Luis Henrique Vedovato: Prefeito de Imbé e Presidente da Famurs.
Dr. Adolfo de Freitas: Secretário do Desenvolvimento Econômico, representando o Prefeito de Passo Fundo, Pedro Cezar de Almeida Neto.
Gilberto Szimainski: Prefeito de Santo Antônio do Palma e Presidente da AMPLA.
Genoir Marcos Florek: Prefeito de Centenário e Presidente da AMAU.
Leonardo Panisson: Prefeito de Santa Cecília do Sul e Presidente da AMUNOR, além de representante da Universidade Atitus.
Alerta sobre a Reforma Tributária
Durante o seu pronunciamento, o presidente da AMAU e prefeito de Centenário, Genoir Marcos Florek, colocou no centro do debate os impactos da Reforma Tributária para os municípios produtores da região norte e nordeste do estado.
Para o presidente, o cenário exige clareza e atenção redobrada. "A questão da reforma tributária é uma das bandeiras da AMAU, e nós entendemos que não precisa fazer um estudo para saber se o município vai perder ou vai ganhar: basta analisar se o município produz mais ou consome mais. A nossa região é produtora, e quando você inverte a escala, é lógico que nós vamos perder recursos na reforma tributária", disse.
A preocupação central gira em torno da transição dos critérios de arrecadação e repasse, que passam a valorizar o consumo em detrimento da produção. Como a economia de grande parte dos municípios da AMAU é fortemente impulsionada pelo setor primário e agroindustrial, a mudança na matriz de arrecadação ameaça enxugar os cofres locais.
Um impacto direto na vida da população
Finalizando a manifestação, o prefeito convocou os gestores à união política e institucional para enfrentar o período de transição e proteger a capacidade de atendimento das prefeituras.
"Nós precisamos estar unidos para que possamos enfrentar essa reforma que vai mudar a situação e complicar a vida por futuros gestores. Mas não somente dos gestores, porque quando o município perde recursos, não é o prefeito que perde ou a prefeitura: são os munícipes que perdem serviços", completou.
Para Genoir Florek, a queda na arrecadação municipal repercute diretamente na ponta, afetando investimentos essenciais em saúde, educação, infraestrutura e assistência social entregues à comunidade.