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Saúde

Saúde mental e física precisa caminhar juntas

Condições metabólicas, sono, alimentação, atividade física e vínculos sociais fazem parte do cuidado de pessoas com transtornos psiquiátricos

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Saúde mental e física caminham juntas: o cuidado integral envolve acompanhamento clínico, atividade
Por Assessoria de Comunicação
Foto Divulgação

O acompanhamento de transtornos psiquiátricos vai além do controle dos sintomas. Saúde física e mental está relacionada, e condições como obesidade, diabetes, alterações no colesterol e pressão alta precisam ser consideradas no cuidado desses pacientes.

A relação ocorre nos dois sentidos. Pessoas com doenças cardiovasculares, metabólicas e obesidade grave apresentam maior risco de desenvolver depressão, ansiedade e alterações cognitivas. Da mesma forma, pessoas com transtornos mentais graves estão mais expostas a problemas clínicos.

Em alguns casos, o paciente pode ter dificuldade para acompanhar adequadamente a própria saúde física. Por isso, a associação entre tratamento psiquiátrico e acompanhamento clínico pode contribuir para uma evolução mais favorável.

A integração entre saúde mental e física foi um dos assuntos discutidos no Congress on Brain, Behavior and Emotions 2026, realizado em junho, em Porto Alegre (RS).

Hábitos que fazem parte do cuidado

A atividade física é considerada uma estratégia não farmacológica para quadros como depressão e ansiedade. O tratamento pode combinar medicamentos, psicoterapia e mudanças de hábitos, de acordo com as necessidades de cada paciente.

Caminhadas, deslocamentos a pé quando possível, pausas para movimentação durante o dia e atividades em espaços públicos são alternativas para incluir mais movimento na rotina. A escolha deve levar em conta as condições de saúde e as possibilidades de cada pessoa.

O sono também tem relação direta com a saúde mental. Depressão e ansiedade podem estar associadas à insônia, enquanto a privação ou a baixa qualidade do sono podem aumentar a vulnerabilidade a sintomas depressivos e ansiosos.

A alimentação é outro componente do cuidado. Reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados e evitar o excesso de cafeína e álcool são medidas que podem contribuir para a saúde. Manter vínculos sociais também é importante, já que isolamento e solidão estão associados a maior risco de depressão e ansiedade.

Impacto ao longo da vida

Para pessoas que convivem com transtornos psiquiátricos por muitos anos, o cuidado com a saúde física ganha importância adicional. Segundo especialistas, pessoas com esquizofrenia, transtorno bipolar e depressões mais graves podem ter expectativa de vida entre 10 e 20 anos menor que a população geral.

Parte dessa diferença está relacionada à dificuldade de alguns pacientes em manter o acompanhamento clínico e cuidar de fatores de risco. O uso de álcool e cigarro, o sedentarismo, alterações metabólicas e outras condições de saúde podem interferir na qualidade de vida e na longevidade.

Manter atividade física, adotar uma alimentação equilibrada, realizar acompanhamento médico, dormir adequadamente e reduzir o consumo de substâncias são medidas que podem contribuir para a qualidade de vida e para o cuidado de longo prazo.

O acompanhamento de um transtorno psiquiátrico, portanto, precisa considerar o paciente de forma integral. A resposta aos sintomas é apenas uma parte da avaliação, enquanto as condições clínicas e os hábitos cotidianos também podem influenciar a evolução do quadro ao longo dos anos.

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