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Opinião

Memórias de viagem

Europa Ocidental e Sul – Suíça - Davos e Klosters

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Marlei Klein
Por Marlei Carmen Reginatto Klein – Membro da Academia Erechinense de Letras
Foto Marlei Carmen Reginatto Klein

Davos e Klosters: Davos compartilha sua fama de paraíso para a prática do esqui com a cidade gêmea de Klosters. Davos fica nas montanhas e Klosters está mais abaixo. O desejo de conhecer Davos foi por ser centro de reunião econômica dos mandatários dos principais países europeus e do mundo. Muito interessante foi conhecer o lugar onde acontecem encontros com os grandes chefes de Estado mundiais. Estes participam de reuniões num magnífico hotel estrelado, nas montanhas, onde também se desenrolam os eventos. O Governo brasileiro participou e participa desses encontros anuais. Cidades localizadas a mais ou menos 160 quilômetros de Zurique.

Davos: cidade localizada no leste da Suíça a 1 560 metros de altura. Nela acontece, anualmente, em janeiro, o FEM – Fórum Econômico Mundial. Este é realizado em Davos pela forte segurança que o local proporciona. Cidade pequena, nas montanhas, cortada somente por duas estradas, o que facilita o controle e a proteção. As reuniões acontecem no Centro de Convenções – Davos Congress Center, nos Alpes suíços. O Centro de Convenções possui um auditório para 1 800 pessoas. Na cidade, muitos hotéis de luxo recebem os ilustres visitantes. Estes encontram- se para debater assuntos sobre a economia global. No Fórum de 2026, o Governo brasileiro foi representado pela Ministra de Gestão e Inovação Esther Dweck.

Montanhas famosas para a prática do esqui: Davos possui a fama de ser dos maiores resorts da Europa dedicado ao esqui. São pistas em belíssimos e extensos vales para a prática em campos de neve. Uma vasta rede de teleféricos é usada, principalmente, pelos esquiadores de alto nível, que gostam de usar uma pista de 14 km em meio a vastos campos de neve abertos. A descida parte de uma montanha de 2 840 metros de altura. Para os aficionados é uma experiência imperdível.                   

No aconchego das montanhas: a pequena cidade de Davos está, entre montanhas, a 1 560 metros de altura. Pequenas casas de madeira e alguns baixos prédios fazem parte do seu centro. O destaque, vista de longe, é a Igreja de São João – Kirche ST. Johann – no centro. É de religião protestante e sua alta torre em ponta impera sobre a paisagem. Pequenos caminhos cimentados, ladeados por flores e pequenas plantas, conduzem aos arredores da cidade. Tudo muito aprazível e onde se respira o verdadeiro ar das montanhas. Num aconchegante restaurante, o Bachi’s aconteceu nosso almoço: um Cheesburguer com bife de angus, o gado criado nos campos locais.

Klosters: depois de Davos, rumamos para Klosters, a cidade vizinha famosa e tranquila. Comuna suíça onde a língua falada é o alemão. Ela é um lugarejo alpino muito interessante e apropriado para desfazer as malas. Muito aconchegante conserva o título de “Hollywood das Montanhas” por continuar a ser muito procurada por grandes nomes VIPs. Quando chegamos, tivemos a grata surpresa de estar alojados no elegante 5 estrelas das montanhas: o Hotel Chesa Grishuma. Um belo chalé de madeira no centro da cidade, na sua rua principal. Ele é o lugar preferido para quem chega a Klosters. Davos está localizado a somente 11 km, ao norte. São cinco andares com belas sacadas de floreiras. Como ainda era outono, as flores vermelhas contornavam a sua fachada em todos os andares.

Hotel Chesa Grishuma: foi inaugurado, em 1938. Conserva todo o seu esplendor e sempre teve como hóspedes grandes nomes da realeza europeia e do cinema. Uma pequena placa se refere à presença da inesquecível Aufrey Hepburn, estrela do Hollywood. O Hotel encontra-se na rua principal, mas está junto às montanhas, que são paisagem visível no restaurante e nas suítes. Possui uma adega nos porões e onde acontecem degustações. Um “spa” está localizado com bela visão das montanhas. A nossa suíte, na parte de frente, dava para a rua principal. À noite, as vitrines das lojas permaneciam iluminadas. Mas tudo deserto, não havia transeuntes e nem carros. O movimento era concentrado no Hotel. A suíte era muito aconchegante, revestida com madeira natural, uma saleta para um café com duas poltronas de veludo rosa. A cama ladeada por antigas luminárias e deliciosos cobertores de penas de ganso envoltos em lençóis de alvíssimo algodão branco. Charme rústico e luxuoso. Realmente, uma noite para descansar e sonhar com a tranquilidade, a beleza e o ar puro das montanhas.

O restaurante do Chesa Grishuma: ele é o mais procurado de toda a região – num autêntico hotel tradicional suíço. “Chesa”, em romanche, significa “casa”. Suas paredes são forradas com painéis, em madeira entalhada, com vistas das paisagens alpinas e de belos bordados, em ponto cruz, executados pela senhora da família. Tradicionalmente, acontece um jantar de gala, nas suas dependências, para as famílias de descendentes nobres da região.

Conclusão: foi uma grata surpresa encontrar o Chesa Grishuma nas montanhas suíças. Música ao vivo no seu restaurante e suave música clássica em todos os ambientes e corredores. Uma Sala de Música para os concertos e com um belo piano alemão, onde sempre acontecem saraus. O atendimento muito simpático. No restaurante, de arcadas de madeira, no café da manhã e no jantar, sempre pães- os “zopfs” - parecendo ser tirados, na hora, do forno. Foi o momento de experimentar o autêntico “schnitzel” – bife empanado de carne de angus – acompanhado de queijo de búfala. Durante as refeições, são apresentados diversos tipos de queijos, sempre artesanais, principalmente junto à sobremesa. 0 Chesa Grishuma é uma joia magnificamente preservada junto às montanhas suíças.

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