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Uma sacola cheia de histórias: crianças da Escola Othelo Rosa vivenciam a cultura africana com arte e descobertas

Projeto desenvolvido utiliza literatura, arte e experiências do cotidiano para aproximar as crianças da cultura e da história dos povos africanos

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Por Assessoria
Foto ASCOM

As turmas de Pré A do turno da tarde e do Maternal II C da Escola Municipal de Ensino Fundamental Othelo Rosa estão vivenciando uma série de experiências voltadas ao conhecimento e à valorização da cultura africana. Desenvolvido sob a orientação das professoras Ana Carolina Stakonski, Camila Culau e Franciele Campagnolo, o projeto busca apresentar às crianças a riqueza cultural, a história e a diversidade dos povos africanos de maneira lúdica, afetiva e significativa.

 

Entre as atividades propostas, as crianças conheceram os grafismos africanos, presentes em diferentes estampas tradicionais e, especialmente, nas capulanas, tecidos que carregam histórias, afetividade e identidade cultural. A partir da arte e da literatura, os estudantes foram convidados a observar, criar e atribuir novos significados às experiências vivenciadas.

 

Uma das atividades foi inspirada no livro Malu e Nina vão à feira, de Sonia Rosa, que conta a experiência das irmãs ao irem à feira pela primeira vez com a família. A partir da narrativa, cada criança recriou, por meio de grafismos, um momento da história em uma sacolinha de tecido, semelhante à utilizada pelas personagens.

 

Em outra vivência, as turmas conheceram a história. As linhas mágicas de Kaweme, uma lenda que aborda o significado dos grafismos para os povos africanos. O contato com a narrativa despertou a criatividade e possibilitou às crianças compreenderem a arte também como uma forma de expressão, memória e identidade cultural.

 

Da história para a experiência

 

Depois de confeccionarem suas próprias sacolas com grafismos africanos, as crianças foram convidadas a vivenciar uma experiência inspirada na história de Malu e Nina: fazer compras em uma fruteira.

 

Durante as tardes de quarta-feira (26) e quinta-feira (27), os estudantes levaram consigo as sacolas que haviam produzido e participaram da escolha e da compra de frutas. Os alimentos serão utilizados posteriormente para o preparo de uma salada de frutas, que será compartilhada entre os colegas.

 

Para a professora Camila Culau, proporcionar experiências concretas é fundamental para o processo de aprendizagem na infância. “As crianças não aprendem sobre as coisas apenas ouvindo histórias. Elas precisam tocar, sentir e testar com as suas próprias mãos, elas precisam se sentir sujeitos da experiência”, destaca.

 

A coordenadora pedagógica Alexandra Pigozzo também ressalta a importância de propostas que aproximam o aprendizado do cotidiano e contribuem para a construção de memórias significativas. “Além de proporcionar vivências que permanecem na memória de cada criança, o projeto apresenta novos elementos culturais e promove a valorização da cultura afro”, afirma.

 

 

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