As marcas Cooperalfa representam muito mais que produtos ou serviços: além dos logotipos que se tornam conhecidos dos clientes, elas simbolizam confiança, cooperação e desenvolvimento sustentável. Construídas ao longo de décadas de relacionamento com associados, clientes e comunidades, carregam a credibilidade de uma cooperativa sólida, moderna e comprometida com o agronegócio brasileiro.
Cada marca da Alfa expressa o propósito central: gerar valor de forma compartilhada, fortalecer o produtor rural, impulsionar a economia e promover inovação com responsabilidade social e ambiental.
A partir deste mês, você confere uma série especial denominada ‘Marcas da Cooperação’. O intuito é apresentar as marcas que a Cooperalfa possui, nos mais variados segmentos: alimentos, indústria, nutrição animal, sementes, varejo e energia. Da mesma forma, reforçar diferenciais como: Origem cooperativista (proximidade, interesse coletivo, transparência e foco no associado); Amplo portfólio de produtos e serviços; Inovação aliada à qualidade, rastreabilidade e responsabilidade ambiental; Reconhecimento e respeito de produtores, parceiros e consumidores.
Diversidade
Vale ressaltar que, ao longo de sua história, que em 2026 completa 59 anos, a Alfa ampliou seu leque de negócios e hoje conta com uma diversidade de segmentos. Segundo o presidente Romeo Bet, essa construção ocorreu com o passar do tempo, sendo que inicialmente a compra de feijão era a principal atividade e em seguida, a suinocultura ganhou espaço junto à Aurora e assim, outras cadeias produtivas se inseriram. “Desde o início sempre foi levada em conta a necessidade de diversificação de negócios na Cooperalfa, sendo que, somente a compra e venda de matéria-prima não permitia muita sustentação. Era preciso agregar valor à produção dos associados, que são os verdadeiros donos da cooperativa. À medida em que a Alfa cresceu, ocorreu a expansão de atividades que estão integradas ao agronegócio. Essa diversificação faz parte do sucesso de toda instituição”, afirmou Bet.
Da mesma forma, começaram a ser organizadas estruturas como silos, unidades, lojas, a indústria de milho (a primeira da cooperativa - a qual foi transformada posteriormente para a indústria de trigo). Já após o início dos trabalhos com a soja, também foi pensado sobre as formas de industrializá-la.
Aos poucos a cooperativa ingressou na atividade de combustível, mercado, entre outros segmentos. “Estamos com uma cooperativa muito diversificada e isso se observa também no campo, com propriedades que investem de forma profissionalizada na produção de grãos, frango, leite, suínos, gado de corte e muito mais”, comenta Bet.
Investimentos recentes
Aos poucos, a Alfa investiu em granjas próprias de suínos; melhorias nas quatro fábricas de rações e uma nova estrutura em Sidrolândia/MS. Outro segmento é uma granja de postura para ovos férteis.
No setor industrial, foi aumentada a capacidade da indústria de soja de 700 toneladas para 2 mil toneladas, sendo que a parte de esmagamento passou de 2 mil para 3 mil toneladas. Também está em andamento a construção da indústria de biodiesel. “E para o futuro precisamos ficar sempre atentos às oportunidades para acompanharmos sempre a evolução”.
O diretor salienta ainda, que essa vasta linha de negócios e serviços contribui para a sustentabilidade econômica da cooperativa e a fidelidade das famílias associadas. “Tudo que foi agregado com o passar do tempo, os avanços constantes, foram em prol dos associados que também cresceram em suas propriedades e perceberam que, quanto mais trabalham com a cooperativa, mais segurança eles têm”.
Eficiência no trabalho
À medida que a cooperativa cresceu, a necessidade de ter pessoas qualificadas também é um desafio. “Sinto-me feliz de, ao longo de quase 18 anos como presidente, ter observado o crescimento da cooperativa tanto estruturalmente, como na área de Recursos Humanos. A Alfa se preocupa com a preparação e desenvolvimento das pessoas e esse é um compromisso permanente para o futuro. Se chegamos até aqui é porque tem pessoas que olham para frente com o objetivo de atender cada vez melhor os associados e suas necessidades, de modo especial com uma forte assistência técnica que evolui, constantemente, em tecnologias, manejo e genética. Tudo para que possamos produzir mais, com a mesma área de terras e quantidade de animais, por exemplo”.
O reconhecimento que a Alfa possui, com solidez, credibilidade e transparência em toda a sociedade, é fruto do trabalho que começou há 59 anos, com confiança, cumprindo o que se comprometeu, mantendo a própria identidade e preocupada em mostrar a direção para que todos pudessem assimilar a ideologia do verdadeiro cooperativismo e o propósito pelo qual a cooperativa foi criada.
O trigo para a Alfa
Neste primeiro capítulo, você é convidado é saber mais sobre as marcas que estão atreladas ao segmento do trigo, cultura que deu origem à cooperativa. O presidente Romeo Bet destaca que o trigo exerce uma importância fundamental nos negócios e é preciso oferecer sempre aos associados às melhores condições para obter mais produtividade e agregar mais valor no processamento da matéria-prima. “Temos uma indústria que processa 600 toneladas de trigo por dia e é essencial fomentarmos a cultura do trigo, com melhoramento da semente e cuidados expressivos de manejo”.
Na base, as sementes Semealfa
A semente é um dos pilares quando o assunto é a busca pela elevada produtividade. Para tanto, a Cooperalfa, por meio da Semealfa, marca consolidada no mercado, oferece sementes certificadas e estimula essa busca pela excelência entre seus cooperados. Para o engenheiro agrônomo, coordenador da área agrícola da cooperativa, Claudiney Turmina, qualidade e segurança são os principais pontos altos da Semealfa.
O programa tem como foco produzir sementes de alto grau de qualidade de Germinação, Vigor, Pureza e Sanitária. Atualmente são produzidas sementes de Trigo, Soja, Feijão e Pastagens. (Esse assunto será ampliado nos próximos capítulos).
Alto padrão
Vale lembrar que na produção de grãos, tudo começa com um solo adequado e essencialmente, uma semente de qualidade. Segundo Turmina, “a semente é o início de tudo e o único insumo que possui potencial produtivo. Todos os demais itens, como fertilizantes, defensivos, são ferramentas para que a planta possa expressar o máximo de potencial genético que ela já possui. Por isso a importância de os produtores não abrirem mão de uma semente com a qualidade que atenda à necessidade produtiva”.
O programa existe há cerca de 15 anos e há muitos critérios seguidos pelos produtores que fazem a multiplicação e atendem às recomendações técnicas, com equipamentos necessários e condições que está essa lavoura, ao considerar a altitude, o solo, e posteriormente essa atenção segue nas Unidades de Beneficiamento de Sementes (UBSs), onde há todas as condições de análise para entregar uma semente de alto padrão para os associados. “Primeiramente os produtores precisam ficar atentos ao estande de plantas, independentemente da cultura, para considerar a sua produtividade. Desta forma, a qualidade de germinação e vigor que ele está utilizando, é decisiva. Sementes com germinação e vigor maiores tendem a ter uma produtividade maior na lavoura do produtor. Para a gente chegar nesses resultados, também são feitos vários testes, análises, até a semente chegar, de fato, para o momento de ser utilizada”.
Da lavoura para os laboratórios
Desde os cuidados na lavoura até a chegada na UBS, a semente passa por seis processos que são obrigatórios nesse controle de qualidade. Após a entrada na UBS, há um rigoroso processo de padronização que varia conforme a espécie: soja; trigo; feijão e pastagens. Em seguida acontece a classificação e essa semente é direcionada para um laboratório oficial registrado no Ministério da Agricultura, onde é feito um forte crivo dos lotes. “A Alfa trabalha hoje com uma germinação mínima de 85%, seja para soja, trigo ou feijão, e um vigor mínimo de 75% para essas mesmas culturas. Abaixo disso, os lotes são descartados. Então, após esse crivo inicial pelo laboratório oficial, o programa Semealfa realiza avaliações internas mensais, por meio de várias ferramentas para que, na época da semeadura, esteja tudo pronto para os associados implantarem a cultura”, explica Turmina ao mencionar que isso se torna um grande desafio no processo de multiplicação. “Nossos processos têm que estar sempre em evolução, adequados com evolução genética, para poder, então, que chegue essa semente com qualidade lá na frente. E essa aliança, com os associados, na produção de sementes é muito importante e vem sendo fortalecida cada vez mais pela Alfa. “Precisamos cada vez mais desse envolvimento, afinal, a qualidade da semente vem do campo. O que a UBS faz com toda a sua capacidade de classificação, de padronização, é separar, como se diz, “o joio do trigo”, selecionar o que tem de melhor. Então, se vem uma semente boa do campo, a UBS consegue garantir lotes de alto padrão”, assinala.
Garantia em laboratório
Em meio aos processos de análise laboratorial, cerca de 10% de todos os lotes produzidos são avaliados em laboratórios credenciados para identificar a presença de patógenos, etapa considerada fundamental para a definição dos tratamentos fitossanitários de sementes. Segundo Turmina, a presença de microrganismos é inevitável, mesmo sob as melhores condições de manejo, mas o conhecimento detalhado dessas ocorrências permite a aplicação de soluções mais assertivas na definição dos produtos para Tratamento Industrial de Sementes (TIS).
No caso do trigo, a estratégia inclui a divisão das cultivares em dois grupos: tolerantes e suscetíveis ao oídio, uma das principais doenças da cultura. A partir dessa classificação e das análises laboratoriais, especialistas parceiros da Cooperalfa, auxiliam para definição dos tratamentos mais adequados para cada situação, considerando tanto os princípios ativos quanto as dosagens necessárias. “A Cooperalfa orienta os produtores a adotarem critérios técnicos ao comparar sementes no mercado. Entre os principais pontos a serem observados estão a composição dos produtos utilizados no tratamento. Embora o custo das sementes tratadas pela cooperativa possa parecer superior, a justificativa está no nível de precisão e eficiência do processo, voltado especialmente ao controle de doenças de sementes e de solo na fase inicial do desenvolvimento das plantas”.
O tratamento aplicado tem efeito limitado aos primeiros 15 a 20 dias após a emergência da cultura, período considerado decisivo para o estabelecimento da lavoura. Além da proteção fitossanitária, as sementes da linha Semealfa recebem também um estimulante fisiológico que favorece o crescimento radicular e o desenvolvimento das plântulas.
Outro diferencial destacado pela cooperativa é a padronização das sementes por tamanho, técnica adotada de forma pioneira pela marca Semealfa Trigo. As sementes são classificadas em peneiras que variam de 2 a 4 milímetros, garantindo maior uniformidade. O agrônomo alerta que a inclusão de sementes menores, comum em processos que utilizam peneiras a partir de 1,5 milímetro, pode comprometer o desempenho da lavoura, já que essas sementes tendem a originar plantas mais fracas e dominadas pelas plantas normais. “A diferença de apenas meio milímetro no tamanho pode representar de 5% a 7% a mais de sementes de menor qualidade (triguilho) dentro de uma saca. Embora possam germinar, essas sementes são mais suscetíveis a terem sido mal nutridas ou afetadas por doenças, resultando em plantas que não acompanham o desenvolvimento das demais”, frisa.
Por esse motivo, a recomendação é que a semeadura seja realizada com base no número de sementes por área, e não pelo peso. A prática busca garantir maior precisão na população de plantas e melhor uniformidade na lavoura.
Em cada UBS da Alfa, tanto em Chapecó, como Xanxerê, Canoinhas e agora em Santa Izabel do Oeste, os profissionais da área técnica têm um papel muito importante, porque sempre capacitam os produtores, levando as melhores tecnologias e pacotes tecnológicos.
Planejamento e orientação
Em um cenário de El Niño, com redução de áreas plantadas na região Sul do Brasil, a cooperativa também destaca a importância do planejamento. A orientação é que, após ter ajustado a área de cultivo, o produtor escolha cultivares com pacotes fitossanitários mais robustos e siga rigorosamente as recomendações técnicas. “O acompanhamento dos consultores do departamento técnico da Alfa é essencial para maximizar os resultados em todas as etapas do processo produtivo”, enfatiza o coordenador.
Com isso, a Cooperalfa reforça sua aposta em tecnologia, análise e manejo qualificado como pilares para aumentar a eficiência e a produtividade das lavouras de trigo.
Indústria e as boas práticas de fabricação
A Alfa mantém seu compromisso com a qualidade e a segurança alimentar, sendo este, um aspecto pautado nos valores da cooperativa. Em 2004, por meio das boas práticas de fabricação, com avaliação de todos os pontos da cadeia produtiva quanto a perigos físicos, químicos e microbiológicos, foram obtidas algumas certificações: em 2021, a principal: a FSSC 22000 - um esquema de certificação de segurança de alimentos reconhecido internacionalmente pela Global Food Safety Initiative (GFSI). Ela combina a norma ISO 22000, requisitos de programas de pré-requisitos específicos do setor (como a ISO/TS 22002) e exigências próprias da FSSC, garantindo controle total sobre a cadeia produtiva. “De lá para cá seguimos as recertificações e o processo de melhoria contínua. Temos compromissos com a Anvisa e o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) para o farelo de trigo. Para tanto, há um cronograma de treinamentos anuais, em que todas as equipes são preparadas tanto para a área operacional como de qualidade dos produtos. Dessa forma a cooperativa se preocupa com o desenvolvimento das pessoas e atendemos às exigências regulatórias”, explica o supervisor de produção da Indústria de Trigo da Alfa, Luan Bernardi, ao lembrar que os controles iniciam antes mesmo do plantio, por meio de parcerias com empresas de desenvolvimento genético que buscam o desenvolvimento de cultivares específicas para os processos que contemplam uma ampla linha de farinhas diferenciadas, destinadas à produção de waffers, biscoitos, pães e panetones. “As equipes que estão à campo fazem o trabalho de recomendação e acompanhamento do plantio até a colheita, para que os produtores atendam a todas as especificações da cooperativa. No setor de cereais também há uma grande responsabilidade no armazenamento e a indústria faz o acabamento, com todos os cuidados para a entrega, conforme os parâmetros exigidos por cada cliente, assim como, aos consumidores finais da Jubá Padaria, Delis e Alfa Mix (fermentação normal e prolongada).
Vale lembrar que parte do trigo que chega na Alfa também é direcionada à nutrição animal, por meio de produção a granel. O conteúdo é enviado às fábricas de rações onde são providenciados ensaques de 25 quilos para serem comercializados nas agropecuárias e alguns compradores externos.
Trigo para as crianças
Outro projeto importante na Cooperalfa e que envolve a cultura do trigo é o Nutrição Infantil, que ilustra da melhor maneira como todos os segmentos precisam estar alinhados. “Dependemos diretamente de fatores de campo, a exemplo do tempo, temperatura e tudo o que impacta na questão microbiológica do grão, assim como o manejo dos agricultores. Os integrantes do projeto são orientados pelo departamento técnico de modo a seguir todas as regras, com uso adequado de produtos, carências necessárias, e ainda a proibição de dessecação, e outras questões. Tudo para garantir os cuidados nas diversas etapas que compõe um futuro produto direcionado à alimentação de bebês”, enaltece Luan.
Diferenciais da Indústria de Trigo
Atualmente a Alfa dispõe de uma capacidade de armazenamento que permite um controle total da matéria-prima. Com a robustez de sistemas de qualidade que se consolidam ao longo do tempo, estrutura laboratorial moderna, tanto na matriz como no Completo Industrial Tomazelli, análises são realizadas externamente com foco em ampliar a garantia do perfil de segurança na entrega de farinhas estáveis ao longo de todo o ano. Controles que fazem a diferença e priorizam a saúde do consumidor.
Entre os desafios, Luan menciona o clima que influencia diretamente o desenvolvimento das lavouras, especialmente nesse ano, com perspectivas de um El Niño, com chuvas que devem ocorrer no momento da floração e colheita. Outro ponto é o mercado consumidor que busca cada vez mais um produto padrão. “Acima de tudo, é muito satisfatório observar o quanto evoluímos ao longo dos anos, entre todos os profissionais envolvidos nessa missão de produzir e alimentar”, assinala o supervisor.
Mais do que uma cultura de inverno, o trigo representa uma importante fonte de renda, diversificação e sustentabilidade para os cooperados da Alfa. Presente em milhares de propriedades da área de atuação da cooperativa, o cereal fortalece o sistema produtivo, contribui para a conservação do solo e impulsiona toda a cadeia do agronegócio regional. Ao investir em tecnologia, assistência técnica e alternativas de comercialização, a Cooperalfa reafirma seu compromisso de valorizar o trabalho do produtor rural, transformando o potencial das lavouras de trigo em desenvolvimento econômico, segurança alimentar e crescimento para as famílias do campo e para as comunidades onde está presente.