O prefeito de Marcelino Ramos, Vannei Mafissoni (Delfim), confirmou que está intensificando as articulações junto a órgãos federais e à concessionária responsável pela malha ferroviária para evitar a desativação definitiva do trecho ferroviário entre Erechim e Porto União (SC). A proposta é transformar a ferrovia em um corredor turístico, com a implantação de um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), nos moldes do Trem dos Pampas, que opera em Santana do Livramento.
Segundo o prefeito, o tema foi tratado durante reuniões realizadas em Brasília, com representantes do DNIT e da ANTT, além de um encontro em Curitiba com a concessionária Rumo. De acordo com Delfim, existe a possibilidade de o trecho ferroviário ser desativado para o transporte de cargas, cenário que preocupa os municípios da região.
"Nós não queremos que essa ferrovia seja desativada. Queremos que ela permaneça ativa. Se não houver mais o trem de carga, que exista a possibilidade de um trem de passageiros, um VLT voltado ao turismo e ao desenvolvimento regional", afirmou.
A proposta vem sendo construída de forma conjunta entre os municípios de Erechim, Gaurama, Viadutos e Marcelino Ramos, com a intenção de futuramente ampliar a ligação até Alto Bela Vista e Piratuba, em Santa Catarina, ampliando o potencial turístico de toda a região.
Ainda conforme o prefeito, além de preservar um importante patrimônio ferroviário, a iniciativa pode impulsionar o turismo, estimular novos investimentos e criar uma alternativa de mobilidade regional.
Outro ponto defendido por Delfim é que, caso a ferrovia deixe de ser utilizada pela concessionária, o patrimônio seja transferido aos municípios em condições adequadas de uso.
"A nossa luta é para que esse patrimônio seja entregue aos municípios em boas condições, permitindo que possamos buscar uma solução, inclusive por meio de uma concessão à iniciativa privada, para viabilizar a operação de um VLT turístico", explicou.
O prefeito destacou, porém, que o projeto ainda está em fase de articulação e depende de uma série de definições junto aos órgãos federais e à concessionária responsável pela malha ferroviária.
"Não podemos garantir quando isso poderá acontecer, mas existe essa possibilidade e vamos trabalhar para que ela se torne realidade o quanto antes", concluiu.