No campo e nas estradas, trabalhadores de Ponte Preta mantêm em movimento setores essenciais para o município. Em homenagem ao Dia do Colono e Motorista, celebrado em 25 de julho, esta reportagem acompanha a rotina de avicultores e motoristas.
Qualidade de vida ao trabalhar na agricultura
Para os avicultores de Ponte Preta, Alexandre Rodrigo Federice e Silvane Balbinot Federice, o trabalho no campo representou o retorno às origens, a construção de uma nova rotina e a oportunidade de viver mais próximos da família, conciliando produção, qualidade de vida e autonomia no dia a dia.
Antes de investir nos aviários, o casal trabalhava em um frigorífico de Erechim. A oportunidade na avicultura motivou a família a investir no meio rural e iniciar a construção dos aviários.
Segundo Alexandre, a principal mudança após deixarem o trabalho na cidade foi a autonomia. Hoje, o casal organiza a própria rotina conforme as demandas da granja, conciliando o trabalho com mais liberdade e proximidade da família.
Para Silvane, a mudança também transformou a convivência com a filha. Hoje, vivendo no interior, ela consegue acompanhar mais de perto o crescimento da criança e participar mais da rotina da família.
Além da questão familiar, o casal também ressalta a importância da avicultura para a economia e para a alimentação. “Se não tivesse o produtor, não tinha alimento na mesa de muitas pessoas. Hoje tudo é agro, desde o pequeno até o grande produtor. Sem a agricultura familiar, eu acho que o Brasil pararia. O agro é o que alimenta o mundo e é uma das coisas mais importantes que tem para mim”, disse Alexandre.
Cuidado com cada trajeto
No deslocamento entre a cidade e o interior, a rotina de Cláudio Nogara é feita de responsabilidade e atenção constante ao volante. Motorista da Prefeitura de Ponte Preta, ele conduz diariamente um micro-ônibus que transporta estudantes.
Cláudio começou a trabalhar como motorista há cerca de dez anos antes de ingressar na prefeitura. Há seis anos no serviço público, ele iniciou como reserva, assumindo roteiros sempre que havia necessidade. Há um ano, passou a ser motorista definitivo de um micro-ônibus da educação, responsável por um dos itinerários do município. Os deslocamentos começam por volta das 11h30 e seguem até a noite quando acontece o retorno dos universitários.
Para Cláudio, transportar vidas exige atenção constante e condução cuidadosa, mantendo o veículo sempre em condições ideais de uso. O cuidado não depende apenas de quem está ao volante do transporte coletivo, mas de todos os motoristas que dividem a estrada.
“Tem que estar tudo em dia. As licenças são renovadas conforme determina a lei e, no dia a dia, qualquer problema mecânico ou elétrico já vai para a oficina. O transporte precisa estar sempre seguro”, explicou.
Antes do amanhecer, o compromisso já está na estrada
Ainda antes do amanhecer, Alberto Caruso já está na estrada. Às 5h30 da manhã, o motorista inicia a primeira viagem do dia no transporte escolar. Há 27 anos trabalhando na prefeitura, ele atua há dois anos na área da educação. Antes disso, passou 15 anos na saúde, também realizando o deslocamento de pessoas.
Para Alberto, trabalhar no transporte escolar exige responsabilidade constante e atenção redobrada nas estradas. Segundo ele, além do cuidado com os estudantes, o trânsito atual exige ainda mais cautela dos motoristas. “Tem que cuidar muito bem na estrada, porque hoje em dia o trânsito não está fácil. Não depende só da gente, depende dos outros motoristas também”, afirmou. Acostumado com a rotina intensa de três a quatro viagens por dia, ele fala que o compromisso com a segurança é uma das partes mais importantes da profissão.
Responsabilidade e atenção nas estradas
Há cinco anos atuando no ramo dos transportes, Rodrigo Tomazelli afirma que a responsabilidade é uma das principais exigências da profissão, especialmente ao conduzir cerca de 33 passageiros diariamente.
Segundo ele, o cuidado no trânsito é constante e deve ser redobrado diante dos riscos das estradas. “Todo cuidado é pouco, ainda mais com o trânsito que a gente enfrenta todo dia”, afirmou.
Rodrigo fala que transportar vidas exige atenção permanente e respeito às normas de trânsito, embora nem sempre os acidentes dependam apenas do motorista é necessário estar atento ao comportamento de outros condutores. “São 33 vidas em transporte”, disse.