A pré-candidata do PDT ao Governo do Rio Grande do Sul, Juliana Brizola, afirmou durante coletiva de imprensa em Erechim na noite de quinta-feira (9), que pretende construir um governo baseado no diálogo, na articulação política e na continuidade das políticas públicas que apresentarem resultados positivos. Ao lado do pré-candidato a vice-governador Edegar Pretto (PT) e o pré-candidato ao Senado, Paulo Pimenta (PT), respondeu a questionamentos sobre infraestrutura, saúde, educação, pedágios e desenvolvimento regional. A coligação Frente Ampla é formada por sete partidos: PDT, PT, PSB, PCdoB, PSOL, PV e Rede.
Manter programas considerados positivos
Questionada sobre o fato de o PDT ter integrado o governo Eduardo Leite e agora apresentar candidatura própria, Juliana afirmou que a participação da sigla ocorreu por uma questão de governabilidade e que nunca existiu compromisso eleitoral. Para a pré-candidata, o partido participou da gestão para contribuir administrativamente e não considera sua posição como de oposição ao atual governo. Ressaltou que pretende manter programas considerados positivos, mas defendeu que o Estado precisa avançar em diversas áreas.
Saúde e educação como prioridades
Durante a coletiva, Juliana classificou a saúde como a principal preocupação dos gaúchos e afirmou que o RS enfrenta uma fila superior a 800 mil pessoas aguardando consultas e procedimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Na educação, afirmou que o Estado apresenta indicadores preocupantes e defendeu políticas permanentes para o setor, independentemente de mudanças de governo: “a educação deve ser tratada como política de Estado e não apenas de gestão”.
Alto Uruguai e infraestrutura
Ao responder sobre as demandas do Alto Uruguai, Juliana reconheceu o crescimento econômico da região e afirmou que pretende ampliar os investimentos em infraestrutura e logística. Sobre a duplicação da ERS-135, um dos principais pleitos da região, a pré-candidata criticou o atual modelo de concessões rodoviárias implantado pelo Estado.
Concessões rodoviárias
Afirmou que não é contrária às concessões ou ao sistema de pedágio eletrônico (free flow), mas defendeu contratos mais transparentes, maior fiscalização e tarifas compatíveis com os serviços prestados e defende a retomada da malha ferroviária gaúcha como instrumento de desenvolvimento econômico.
Diálogo e construção de alianças
Ao tratar do cenário político, Juliana Brizola afirmou que pretende manter diálogo com todas as forças democráticas, inclusive com integrantes do atual governo estadual: “o RS precisa superar a polarização política para enfrentar seus principais desafios”