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Esportes

Coritiba completa 50 anos de história, amizade e paixão pelo esporte em Erechim

“Colecionar amigos é maior do que qualquer troféu ”, relata o fundador, Ivo Zanette

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Ivo Zanette, fundador do Coritiba, na galeria de troféus, conquistado pela equipe ao longo de meio s
Nilson Pallaro e Ivo Zanette relembram com emoção a história do Coritiba
Formações do Coritiba ao longo dos anos
Formações do Coritiba ao longo dos anos
Por Rodrigo Finardi
Foto Arquivo pessoal e Rodrigo Finardi

Junho de 2026 entrou para a história do esporte amador de Erechim. O Coritiba, tradicional equipe que marcou gerações nos gramados de futebol de campo, futebol sete e nas quadras de futsal, celebra seu Jubileu de Ouro: são 50 anos de existência, amizade, dedicação e amor ao esporte.

O Coritiba se transformou ao longo do tempo em uma verdadeira família. Uma história construída por muitas pessoas que vestiram sua camisa, compartilharam vitórias, derrotas, viagens, churrascos, risadas e momentos que permanecem vivos na memória de quem fez parte dessa caminhada.

12 de junho de 1976

O fundador do clube, Ivo Zanette, fala com emoção ao recordar o início: “Tudo começou em 12 de junho de 1976. Erechim tinha vários times já estruturados e um grupo de amigos queria ter o seu time do Bairro Peccin. Naquela época era comum os clubes adotarem nomes de equipes famosas do futebol brasileiro e optamos por Coritiba”, relembra.

Cinco décadas depois, a escolha feita por um grupo de jovens apaixonados pelo futebol continua viva. O que nasceu como um sonho de amigos atravessou gerações e segue ativo, mantendo a essência que deu origem ao clube.

 

“Esperávamos sempre o próximo domingo e qual caminhão nos levaria para o jogo”

Outro personagem dessa história é Nilson Pallaro, que prestou uma homenagem emocionante a todos que ajudaram a construir a trajetória do Coritiba: “Parabéns ao nosso Coritiba pelos 50 anos de história. Parabéns a todos vocês que, junto com o Ivo, estão mantendo o Coxa Branca de Erechim ativo nos campos de futebol da região. Muito me orgulho quando visto e saio à rua com as camisas e casacos do Coritiba. Jamais pensamos que aquela ideia chegasse aos 50 anos. Esperávamos sempre o próximo domingo e qual caminhão nos levaria para o jogo”, recorda.

A lembrança das viagens improvisadas, dos uniformes simples, dos campos de chão batido e da ansiedade pelos jogos de fim de semana faz parte de uma época em que o futebol era movido essencialmente pela amizade e pela paixão.

 

A história ainda terá muitos capítulos

Pallaro acredita que a história ainda terá muitos capítulos: “Sabemos que o Coritiba completará ainda muitos aniversários, pois sempre existirão pessoas apaixonadas e dispostas a levar adiante aquela ideia de se divertir criada em 1976. ”

 

“Cada geração deixou sua marca, seus valores, amizades e sonhos”

Ao longo desses 50 anos, o clube acumulou títulos, troféus e medalhas. Mas, para Ivo Zanette, as maiores conquistas não estão guardadas em estantes: “Celebrar 50 anos de história é recordar conquistas. É homenagear todas as pessoas que dedicaram tempo, trabalho e paixão para construir este clube. Cada geração deixou sua marca, seus valores, amizades e sonhos. Hoje temos orgulho do passado, responsabilidade com o presente e confiança no futuro. Que este jubileu de ouro seja a inspiração para continuarmos unidos, escrevendo novos histórias. ”

As palavras do fundador refletem exatamente o espírito que fez o Coritiba resistir ao tempo. Em uma época em que muitos times amadores desapareceram, o clube permaneceu firme graças ao comprometimento de pessoas que nunca deixaram a chama da amizade se apagar.

Uma lembrança pessoal

A história do Coritiba também se cruza com a trajetória deste que escreve a matéria. No início da década de 1990, tive a oportunidade de defender a equipe de futsal do clube, em uma parceria com a Antiqua, durante a disputa do Campeonato Municipal de Erechim.

Era o goleiro daquela equipe e guardo recordações que o tempo não apagou. Ficou marcada a forma como Ivo Zanette tratava seus atletas: “Pude sentir naquela época o amor e o carinho que o Ivo tinha pelos jogadores. Sua paixão contagiava o grupo e isso acabava sendo transferido para dentro da quadra. Jogávamos com alma para retribuir todo o carinho que recebíamos. Não eram as vitórias que nos moviam, mas o ambiente criado pelo Ivo, que não media esforços para montar boas equipes e, principalmente, grupos formados por pessoas de caráter. ”

“O que mais me emociona é ter ampliado o número de amigos”

Ao olhar para trás, Ivo Zanette resume o verdadeiro significado dessa caminhada de meio século: “Montamos grandes equipes, nem sempre vencemos. Mas, ano após ano, o que mais emociona é ter ampliado o número de amigos que cultivo até hoje. Colecionar amigos é maior do que qualquer troféu. ”

E talvez esteja justamente aí o segredo da longevidade do Coritiba. Em um mundo onde quase tudo passa rapidamente, o clube conseguiu preservar aquilo que realmente importa, as pessoas.

Cinquenta anos depois daquele 12 de junho de 1976, o Coritiba segue em campo. E sua maior vitória continua sendo a mesma. Unir gerações em torno da amizade, da lealdade e da paixão pelo esporte.

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