Várias competições, um time em reconstrução e o desafio de manter a equipe no alto nível que a torcida está acostumada. Este pode ser considerado o resumo da temporada 2026 do Atlântico e o técnico Paulino Sananduva falou um pouco sobre o trabalho que está sendo desenvolvido.
“É um ano um pouco atípico, diferente de outros, onde a gente tinha uma base mantida durante dois, três anos. Houveram muitas modificações, muitas transformações dentro do plantel, mas perdemos a essência daquilo que a gente sabe que o Atlântico gosta, que o torcedor gosta, que é uma equipe extremamente competitiva, buscando a todo momento do jogo, independentemente de jogar em casa ou fora, se impor dentro da quadra, então, está sendo extremamente positiva essa transformação”, disse.
Uma barreira a ser superada surgiu logo no início da temporada, quando o clube acumulava torneios a serem disputados e a mesmo tempo precisava entrosar a equipe, recheada de novos atletas. “Vieram jogadores novos, com ambições, com potencial de crescimento. A gente teve um início de ano com bastante competições, agora retomamos um tempo de treinamento maior e o grupo vem mostrando muita dedicação nos treinamentos, muita dedicação no dia a dia, na preparação para os jogos. Então, essa presença nossa e essa participação na Liga Nacional, está sendo muito produtiva, muito positiva, porque estamos colhendo o fruto de um grupo que tem ambição de querer se manter entre os primeiros, mas, principalmente, um grupo que quer ir cada vez mais longe, jovem, determinado e dentro daquilo que o torcedor gosta de ver”, destacou.
Confira abaixo mais um pouco do que foi dito pelo treinador em entrevista concedida para a assessoria de comunicação do clube.
Lesões atrapalharam
“O inconveniente, o imprevisível, de qualquer planejamento com uma equipe de futsal são as lesões. Nós tivemos lesões no início do ano, ainda temos dois jogadores que estão se recuperando, mas a maioria já está em processo normal de treinamento. Isso atrapalha, retarda, mas o mais importante foi que nós conseguimos os resultados, estamos tendo tempo de treinamento, que no início do ano ficava difícil pelo acúmulo de jogos e competições. E essa retomada nos treinamentos visa condicionar melhor os jogadores, visa o fortalecimento”.
Começam os estaduais
“Você conversa individualmente com os jogadores, conversa com o grupo, mostrando erros e acertos e o caminho que deve ser trilhado, então, já estamos entrando dentro de uma normalidade, embora, agora começam as competições estaduais, como a Série Ouro e a Liga Gaúcha, mas aí é um outro processo de planificação, de planejamento, que a gente precisa fazer para manter a qualidade nos jogos e nos treinamentos para enfrentar as grandes equipes”.
Duas vezes nas finais
“No início do ano deu para alguns atletas, principalmente os novos que chegaram, ver como é a realidade do Atlântico hoje, que é uma realidade de competições difíceis. O torcedor aprendeu a gostar disso, de ver a equipe participando. Nessas nossas modificações conseguimos chegar duas vezes nas finais. E, após isso, a gente teve uma experiência muito boa. O grupo soube assimilar isso”.
Experiência adquirida
“Agora começam as competições estaduais, onde, as equipes querem ver sempre o Atlântico jogando e isso faz com que os jogos fiquem difíceis, mas essa experiência adquirida no início do ano, que os jogadores passaram, vai servir também de suporte e nos dá uma certeza que nas dificuldades dentro do jogo, o próprio grupo pode achar as soluções”.