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Opinião

Caminhante

teste
Eugênio Mazur
Por Eugênio Mazur
Foto Arquivo pessoal

É o poeta que há em mim

com esquinas não resolvidas.

 

Em socorro de ausências que necessitam

a medida do meu coração.

 

É desentendido

com o sentimento diário em voltar

àqueles seios que nunca habitou.

 

Discípulo das pétalas,

abraça o jarro de flores

mesmo vazio.

 

Tem o olhar

sem uma melhor distância

que produzir luz.

 

O céu a cada momento lhe põe um verbo

entre os dedos.

 

O poeta em mim,

como todos os mortais,

também encontra um "outra vez",

os seus dinossauros voltando... 

Mesmo que esteja encoberto

por ursinhos de pelúcia.

 

Três horas da madrugada

é a sua atualidade

de encantamento.

 

Chama de varanda

a poesia do silêncio.

 

O horário do ponto é falso.

 

Está sempre indo embora e

as ilusões perdidas entendem.

 

Nunca é ele mesmo e, diz tudo

quando fica quieto

auxiliando a quietude

criar abrigos.

 

O olhar já está no horizonte procurando

a falta do pássaro.

 

A opulência do simples,

 

um "à-toa..." a conversa com estrelas,

 

e o que dele está em extensão

para o infinito se alegrar;

formam a sequência quotidiana.

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