O Curso de Enfermagem da URI realizou, na noite de quinta-feira (14), no Auditório, sua aula inaugural com o tema “A Enfermagem como Elo Intersetorial: do Atendimento à Violência Contra a Mulher à Prevenção do Feminicídio”. A atividade integrou a programação do Mês da Enfermagem e reuniu acadêmicos, professores e profissionais dos cursos de graduação e do técnico.
O evento teve o acolhimento musical realizado pelos acadêmicos Sayonara França, do 5º semestre, e William Becker, do 7º semestre. O espaço também contou com ambientação temática composta por recortes de jornais sobre feminicídio, estatísticas relacionadas à violência contra a mulher, instalação simbólica e um túnel reflexivo sobre relacionamentos tóxicos.
Na abertura, a coordenadora do curso, Angela Maria Brustolin, falou sobre o papel da enfermagem no acolhimento e na identificação de mulheres em situação de vulnerabilidade.
Em seguida ocorreu uma mesa-redonda mediada pela professora Alessandra Suptitz Carneiro, com a participação da psicóloga Marina Pitágoras Lazaretto e a advogada Joana Silvia Mattia.
Marina Lazaretto, docente do curso de Psicologia da UPF e presidente do Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres de Passo Fundo, abordou os determinantes sociais da saúde e os impactos da desigualdade de gênero no bem-estar biopsicossocial das mulheres e apresentou exemplos de situações relacionadas à violência psicológica e reprodutiva, além de discutir a sobrecarga de trabalho e cuidado.
Joana Silvia Mattia, coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres de Erechim e vice-presidente do Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres (COMDIM), detalhou aspectos legais do enfrentamento à violência contra a mulher. Ela apresentou os cinco tipos de violência previstos na Lei Maria da Penha — moral, patrimonial, psicológica, sexual e física — e explicou o conceito de “vicaricídio”, caracterizado pela agressão indireta à mulher por meio da violência contra filhos ou familiares.