Audiência Pública foi realizada nesta segunda-feira, 11, na Câmara de Vereadores de Erechim, para discutir a implantação de um Porto Seco no município. O evento foi promovido pela Comissão de Economia da Assembleia Legislativa do RS, por iniciativa do deputado estadual Paparico Bacchi.
Redução de custo operacionais
Também conhecida como Estação Aduaneira do Interior (EADI), a estrutura permite operações de importação e exportação fora dos portos marítimos, com desembaraço aduaneiro, armazenamento e movimentação de cargas. Para o Norte gaúcho, a proposta representa a possibilidade de reduzir custos operacionais, encurtar prazos e diminuir a dependência do Porto de Rio Grande, a mais de 600 km de distância. Além disso, pode ampliar a atração de investimentos, estimular a industrialização, fortalecer cadeias produtivas e gerar empregos diretos e indiretos em toda a região.
Potencial logístico e econômico
O encontro contou com a participação do pesquisador da Embrapa e assessor do Ministério da Agricultura, José Carlos Polidoro, via online e Sidney Cabral que apresentaram análises técnicas sobre o potencial logístico e econômico da proposta. O primeiro passo é desenvolver a viabilidade técnica do projeto: “o Porto Seco muda completamente uma região. Transforma a geografia em vantagem competitiva”, salientou Polidoro.
Divisor de águas
O deputado estadual Paparico Bacchi afirmou que a possível instalação de um Porto Seco no município pode representar um “divisor de águas” para a economia regional. Segundo ele, Erechim tem histórico de empreendedorismo e já exerce papel importante no desenvolvimento econômico do Rio Grande do Sul.
Projeto desafiador, mas possível
Para o parlamentar, o projeto é desafiador e exige um longo caminho, mas ressaltou que não é impossível. Explicou que a audiência pública buscou debater os benefícios e os caminhos para viabilizar a estrutura: “a instalação irá fortalecer a indústria, o comércio e os serviços do Alto Uruguai, ampliando a competitividade da região e consolidando Erechim como referência econômica para o Estado e o Brasil”, pontuou.