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Saúde

Secretaria de saúde aposta em estações inteligentes para conter o Aedes aegypti

Município mantém baixo número de casos de dengue enquanto investe em tecnologia e ações contínuas de prevenção

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Secretaria de Saúde amplia uso de tecnologia inovadora no combate ao mosquito da dengue
Por Assessoria de Comunicação
Foto SMS PME

A Prefeitura de Erechim, através da Vigilância em Saúde, da Secretaria Municipal de Saúde, ampliou o uso de tecnologia inovadora no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, chikungunya e zika. A Prefeitura recebeu novas unidades das Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs – In2Care), ampliando as ações de controle vetorial e prevenção no território.

Atualmente, o município registra apenas um caso de dengue, cenário que reforça a importância da manutenção dos cuidados diários por parte da população, como evitar água parada, utilizar repelente e manter ambientes limpos.

As EDLs são dispositivos inteligentes que atraem o mosquito e utilizam o próprio inseto como agente disseminador de larvicida, atingindo inclusive criadouros de difícil acesso. A tecnologia possui registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária e é recomendada pelo Ministério da Saúde, sendo considerada uma importante aliada às ações tradicionais de combate.

“A ampliação do uso dessas estações demonstra o compromisso do município com a inovação e a prevenção. Mesmo com índices positivos, não podemos baixar a guarda. O combate ao mosquito é contínuo e depende também da participação da comunidade”, explica o secretário de Saúde, Vianei Mueller.

A iniciativa ocorre em um cenário de atenção à infestação por Aedes spp., que ainda representa risco para a transmissão de arboviroses. Apesar disso, Erechim apresenta atualmente um dos melhores índices de casos de dengue dos últimos seis anos. O resultado é atribuído ao trabalho permanente da Vigilância Ambiental em Saúde, aliado ao uso de novas tecnologias e ao engajamento da população. 

A estratégia já havia sido implantada em 2025, com a instalação de 50 estações e capacitação da equipe técnica. Na ocasião, também foram utilizados refis de larvicida e adulticida, com reposição periódica, garantindo cerca de 120 dias de controle em campo, experiência que apresentou resultados positivos e motivou a continuidade do projeto.

Em 2026, a ação foi ampliada com a instalação de 75 estações, aumentando a cobertura e reforçando o enfrentamento às arboviroses. As unidades contam com feltros impregnados com partículas de larvicida. Quando a fêmea do mosquito deposita seus ovos, o produto impede o desenvolvimento das larvas. Além disso, o inseto transporta o larvicida em suas patas para outros locais, ampliando o alcance da estratégia. 

A execução técnica do projeto conta com o acompanhamento do médico veterinário João Ignácio do Canto, responsável pela consultoria especializada durante todo o período de implementação, contribuindo para a efetividade das ações.

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