A Escola Estadual de Ensino Fundamental Nossa Senhora das Graças, localizada na Linha Suzana, em Marcelino Ramos, desenvolve ao longo do ano letivo projetos pedagógicos que envolvem estudantes e comunidade escolar. Entre as iniciativas, está o projeto “Laranjeiras sustentáveis, frutos saudáveis: o cultivo da laranja orgânica junto à comunidade escolar”, voltado a práticas sustentáveis, cuidado com o meio ambiente e participação dos alunos.
A partir desse trabalho, os estudantes Murilo Esmael da Silva, do 8º ano, e Bruno Peracchi, do 9º ano, passaram a produzir e comercializar suco e bolo de laranja, utilizando matéria-prima orgânica. A iniciativa levou os alunos a participarem de um Dia de Campo sobre citricultura, organizado pela Emater e realizado na propriedade do agricultor Valmir Franzen.
Durante a atividade, os estudantes apresentaram e comercializaram os produtos, em um espaço de troca de experiências com agricultores e demais participantes. “Para mim foi um grande desafio o desenvolvimento de produtos a partir dos citros, porque nesse primeiro momento não tínhamos conhecimento de qual produto seria mais aceito no mercado”, comenta Murilo.
Ao longo do processo, os alunos também observaram a necessidade da divulgação. “Percebemos que, além de apresentar um produto de boa qualidade, precisamos divulgar, porque através do marketing conseguimos atingir mais pessoas em menos tempo”, diz Murilo.
A participação no evento é associada à relação entre teoria e prática. “Existe uma relação muito grande entre o que aprendemos em sala de aula e essa atividade que estamos realizando hoje”, afirma Bruno.
A experiência também é mencionada como parte do processo de formação. “A experiência que estamos adquirindo nos fortalece e nos prepara para tomadas de decisões futuras sobre alternativas que podem ser implantadas nas nossas propriedades e nas nossas vidas, em busca da sustentabilidade e da permanência no campo”, relatam os estudantes.
“A proposta do Dia de Campo envolve o contato direto com técnicas agrícolas, além da valorização dos saberes locais e da interação entre gerações. A atividade se relaciona com o projeto desenvolvido na escola, ampliando o conhecimento sobre o cultivo de citros e conectando o conteúdo trabalhado em sala de aula com a realidade rural”, afirma a diretora Raquel Costenaro.
A escola avalia ações desse tipo como parte de uma aprendizagem que envolve autonomia, responsabilidade e trabalho em equipe, além de possibilitar a aproximação entre educação, comunidade e práticas do campo.