Recente episódio de vandalismo (dois em menos de 10 dias) contra o monumento do jornaleiro, localizado na Avenida Maurício Cardoso, no coração de Erechim, expõe uma contradição que insiste em se repetir. Enquanto o poder público e a comunidade se mobilizam para preservar a memória e valorizar a cultura local, atos de destruição revelam um preocupante descompromisso com o patrimônio coletivo. A iniciativa de restauro do monumento, com previsão de entrega durante a Feira do Livro, um dos eventos mais simbólicos para a promoção da cultura e da educação no município, representa um resgate histórico;
Ação recorrente
O secretário de Cultura, Esporte e Economia Criativa, Wallace Soares, faz um desabafo: “Estamos convivendo com vandalismo em praticamente todos eventos ou ações que fizemos. Foi assim no Natal com furto de fiação e conectores da iluminação natalina, na Páscoa onde tivemos que contratar vigilância para cuidar dos materiais que seriam usados para as crianças e no único dia em que o vigilante passou mal tivemos a depredação de quase toda a decoração na Praça Prefeito Jayme Lago, tendo que refazer tudo às pressas no dia que iriam começar as atividades. E agora no monumento do jornaleiro que já teve dois casos de vandalismo”, pontua.
“Precisamos de mais compreensão, compaixão e senso de comunidade”
“É um absurdo, nós pensarmos em contratar vigilantes em eventos ou até mesmo câmeras de videomonitoramento em monumentos da cidade para cuidar de algo que é de todos nós. Precisamos de mais compreensão, compaixão e senso de comunidade de algumas pessoas que não respeitam a coletividade e que precisam ser punidas por isso”, relata Wallace.