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Região

Centenário: Após as perdas, a luta agora é conseguir decretar situação de emergência

Oito municípios se reuniram em Centenário, na tarde de ontem, para discutir as perdas decorrentes da estiagem

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Nenhum dos municípios a princípio vai decretar a situação de emergência
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Divulgação

Prefeitos e representantes dos municípios de Getúlio Vargas, Centenário, Áurea, Carlos Gomes, Charrua, Floriano Peixoto, Erebango e Gaurama se reuniram no município de Centenário, na tarde de ontem, na Câmara de Vereadores, para discutir as perdas decorrentes da estiagem e como encaminhar o decreto de emergência ao Estado.

Segundo o prefeito de Centenário, Hilário José Kolassa, a reunião terminou quase as 17 horas, e nenhum dos municípios a princípio vai decretar a situação de emergência. “Porque não homologa do jeito que está, e fazer sem homologar não adianta”, disse.

Depois da reunião, o prefeito se reuniu com secretários municipais, Emater e lideranças do município para ver se decretaria a situação de emergência ou não. “Pelo que foi informado é preciso muitos argumentos para se homologar. Não tem nada definido”, comentou.

Segundo Kolassa, a partir de agora o técnico da Emater tem que fazer um laudo dizendo qual será o percentual de perda nos municípios. O município planta em torno de 6300 hectares de soja e as perdas chegam a 30% nessa cultura, no momento, considerando a média do IBGE, que é 53 sacas de soja por hectare no município.

A Defesa Civil, explica o prefeito, disse que para se decretar situação de emergência tem que envolver prejuízos em outras áreas. “Situação muito complicada para conseguir decretar. Vamos aguardar e ver como o tempo vai se comportar, essa chuva não vai resolver o problema, e se não chover daqui pra frente teremos que avaliar e decretar”, observa.  

Kolassa comenta que o município desde 2010 já decretou situação de emergência oito vezes e essa seria a nona vez. “A situação não é boa nas lavouras de soja, pastagens, milho e silagem. Se não chover mais vamos avaliar e aí decretar porque a perda será maior. O que era pra perder nas plantas já perdeu”, disse.  

Perdas na região

Soja

Segundo dados da Emater/RS – Ascar, já publicados pelo Jornal Bom Dia, os prejuízos já chegam a R$ 236 milhões na região. A estiagem causou danos às lavouras de soja e milho. A área plantada de soja na região Alto Uruguai chega a 238.062 hectares, isso representa um aumento de 5 mil hectares em relação à safra passada.

A produtividade inicial era estimada em 64 sacas por hectare. Segundo a Emater, 80% das lavouras estão em fase de enchimento de grãos, em torno de 15% em maturação e 5% está colhida.  

Com a estiagem que está ocorrendo na região, Emater calcula que as perdas na soja podem chegar a 15%, o que resulta numa perda estimada de 2 milhões de sacos de soja, ao preço de R$ 80 por saco, se chega a mais de R$ 190 milhões em prejuízos.

Milho

O milho tem uma área plantada de 44.303 hectares na região, o que também representa um aumento de 3 mil hectares na área plantada, e uma produtividade estimada, inicialmente, de 154 sacos por hectare.

Segundo a Emater, 55% das lavouras de milho estão colhidas na região, e cerca de 40% estão em fase de enchimento de grãos e 5% em fase de floração. A perda estimada na cultura está em 15%, o que diminuiria para cerca de 131 sacos por hectare, e a redução de 1 milhão de sacos, o que significa R$ 45 milhões, atualmente.

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