Amor a pele e não ao pelo
Conhecer os métodos de depilação, permite escolha mais segura
A estação mais solar do calendário se aproxima. Hora de preparar o corpo para receber sol e calor e tirar proveito dos seus benefícios como um belo bronzeado. E pele exposta ao sol pede depilação em dia. Mas, diante do leque de opções qual o melhor método para você? Ao final da matéria já poderá ter a resposta.
Elisiane Marcolin Magnabosco, médica dermatologista, diz que cada pessoa se adapta melhor a um ou outro método dependendo de uma série de fatores. "É muito importante conhecer o seu tipo de pelo. O resultado da depilação tem a ver com sua quantidade, densidade e cor. Considere também as condições da sua pele", observa. Quem tem pelos abundantes não deve optar por lâminas, assim como pelos grossos são os mais beneficiados com o método que utiliza as ceras quente ou fria. Além de enfraquecer a estrutura do pelo ao longo das sessões, este método permite maior tempo de duração do resultado, porém exige um comprimento maior do pelo para sua retirada, o que pode ser um fator incômodo nesta época do ano quando o corpo fica mais exposto. A praticidade das lâminas que podem ser empregadas em estruturas de todos os tamanhos, tem em contrapartida o crescimento mais rápido dos pelos e o fato de gerar um toque nada agradável assim que estes começam a surgir novamente.
Preparar a pele para a depilação, ter alguns cuidados no momento e após a retirada de pelos, são pontos que influenciam no resultado final. Material utilizado e todo o processo feito com higiene completam a lista de exigências básicas. Tão importantes quanto, são os pontos destacados pela dermatologista. "Com cera, observar a temperatura ideal para se evitar queimaduras, e ao final lavar bem a pele para retirar os excessos. Com lâminas, o mesmo cuidado em relação a lesões. Uma pele hidratada e sem asperezas, apresenta um resultado melhor seja qual for o método escolhido". Elisiane ainda enfatiza a importância de utilizar filtro solar ao final do processo nas áreas depiladas e dá um conselho para ser utilizado como um macete por quem tem amor a pele e não ao pelo. "Final do dia e noite são os melhores horários para a depilação. Assim o sol ficará horas sem contato com sua pele e permitirá que ela se recupere desta que podemos considerar um tipo de agressão a ela", complementa.
Se o desejo é livrar-se dos pelos indesejados e deixar a pele mais limpa e lisa, o indesejado deve e pode ser evitado. Manchas, inflamações, vermelhidão, encravamento são indicativos de que algo poderia ter sido feito de forma diferente. "Essas reações posteriores dependem do processo todo, do início ao fim. Daí a importância de observar cada etapa. Rosto, axilas e virilhas precisam de cuidados especiais. O primeiro por ser mais sensível e as duas últimas por apresentarem pigmentação maior", esclarece a dermatologista. Quem sofre muito com os inconvenientes das ceras e lâminas ou apresenta problemas como hidradenite supurativa, mais recorrente em virilha e axila, e a foliculite, causada por bactéria que entra na raiz do pelo, deve considerar a depilação definitiva. O laser e a luz pulsada são opções. Ambos emitem fecho de luz que atravessa as camadas da pele e atinge a raiz do pelo destruindo sua estrutura. O número de aplicações, a intensidade da luz e o tempo da sessão, dependem da estrutura do pelo. "A melanina presente é muito importante neste caso. Em pelos loiros e brancos a depilação definitiva não costuma ser muito eficiente", sentencia Elisiane.
Antes de marcar a próxima sessão de depilação, observe atitudes do dia a dia como aquela mania de usar pinça para desencravar pelos. E não cometa o erro de usar desodorante após a depilação ou hidratante comum no corpo. Existem produtos próprios para pós-depilação. Estas são apenas dicas dadas pela médica entrevistada, mas uma visita ao dermatologista pode lhe dar o "manual da depilação" inteiro. "Uma avaliação criteriosa que considere medicamentos, doenças, produtos, hábitos, cor da pele entre outros quesitos, é um ótimo começo para a mulher que quer acertar na escolha do método", completa Elisiane.